Festim Diabólico

03/07/2009 at 11:33 pm Deixe um comentário

MSDROPE EC004Na madrugada da última quarta-feira passou este filme na tv, Festim Diabólico (Rope, 1948), do cineasta Alfred Hitchcock. Mesmo já tendo assistido várias vezes não hesitei e assisti mais uma, pois o filme é ótimo (como a maioria de seus filmes, aliás).

Na estória dois jovens que moram juntos em um apartamento, Brandon e Phillip, decidem, após interpretarem erroneamente uma teoria que um antigo professor pregava, assassinar um colega, David, por o considerarem “inferior” intelectualmente, e portanto indigno de viver entre eles. Não satisfeitos, após o matarem ainda escondem o cadáver em uma arca na sala do apartamento, e depois convidam seus pais, sua namorada, um outro colega e o professor que os “inspirou” para um jantar, usando a arca como mesa para servirem as comidas.

Com o passar do tempo eles (principalmente Brandon) vão expondo sua teoria, tentando convencer os convidados de que ela tem lógica e é válida. Ou seja, trata-se de um show de sadismo, pelo fato do rapaz assassinado estar tão próximo. Mas ao contrário de Brandon, que se delicia com essa sua “exibição”, seu cúmplice Phillip vai ficando cada vez mais nervoso, e obviamente põe tudo a perder.

Esse filme ficou famoso pelo método como Hitchcock resolveu filmá-lo, quase em “tempo real”, isto é como se fosse ao vivo. Pode-se perceber isso quando, em alguns momentos, a câmera propositadamente focaliza um ponto escuro, para que o filme fosse trocado. Isso resultou em um ritmo muito dinâmico, praticamente parecido ao de uma peça teatral, onde toda a trama se transcorre em apenas um local, no caso do filme a sala do apartamento.

De ruim, pode-se apontar apenas o título que o filme recebeu ao ser lançado aqui no Brasil, pois dá a impressão de se tratar de um mero filme de terror, o que é claro está longe de ser verdade. Dentre os muitos momentos memoráveis, além de um diálogo de alto teor de humor negro quando chega ao jantar o primeiro convidado, há também outro quando os convidados começam a conversar sobre cinema, e é citado, de maneira indireta, outro filme do diretor, realizado antes.

Enfim, mais uma vez o “Mestre do Suspense” mostra que é total merecedor do apelido.

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Bob Catley A Divina Comédia

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