Festim Diabólico
Na madrugada da última quarta-feira passou este filme na tv, Festim Diabólico (Rope, 1948), do cineasta Alfred Hitchcock. Mesmo já tendo assistido várias vezes não hesitei e assisti mais uma, pois o filme é ótimo (como a maioria de seus filmes, aliás).
Na estória dois jovens que moram juntos em um apartamento, Brandon e Phillip, decidem, após interpretarem erroneamente uma teoria que um antigo professor pregava, assassinar um colega, David, por o considerarem “inferior” intelectualmente, e portanto indigno de viver entre eles. Não satisfeitos, após o matarem ainda escondem o cadáver em uma arca na sala do apartamento, e depois convidam seus pais, sua namorada, um outro colega e o professor que os “inspirou” para um jantar, usando a arca como mesa para servirem as comidas.
Com o passar do tempo eles (principalmente Brandon) vão expondo sua teoria, tentando convencer os convidados de que ela tem lógica e é válida. Ou seja, trata-se de um show de sadismo, pelo fato do rapaz assassinado estar tão próximo. Mas ao contrário de Brandon, que se delicia com essa sua “exibição”, seu cúmplice Phillip vai ficando cada vez mais nervoso, e obviamente põe tudo a perder.
Esse filme ficou famoso pelo método como Hitchcock resolveu filmá-lo, quase em “tempo real”, isto é como se fosse ao vivo. Pode-se perceber isso quando, em alguns momentos, a câmera propositadamente focaliza um ponto escuro, para que o filme fosse trocado. Isso resultou em um ritmo muito dinâmico, praticamente parecido ao de uma peça teatral, onde toda a trama se transcorre em apenas um local, no caso do filme a sala do apartamento.
De ruim, pode-se apontar apenas o título que o filme recebeu ao ser lançado aqui no Brasil, pois dá a impressão de se tratar de um mero filme de terror, o que é claro está longe de ser verdade. Dentre os muitos momentos memoráveis, além de um diálogo de alto teor de humor negro quando chega ao jantar o primeiro convidado, há também outro quando os convidados começam a conversar sobre cinema, e é citado, de maneira indireta, outro filme do diretor, realizado antes.
Enfim, mais uma vez o “Mestre do Suspense” mostra que é total merecedor do apelido.
Add comment Julho 3, 2009
Bob Catley
Faz tempo que eu tinha lido sobre esse álbum em uma revista, mas sempre me esquecia de ir atrás pra ouví-lo. Ontem me lembrei e aproveitei pra baixá-lo.
O artista em questão é o vocalista de uma banda inglesa de hard rock dos
anos 80, chamada Magnum, com um considerável sucesso. Pelo nome do álbum quem está familiarizado com os livros e filmes da série Senhor dos Anéis já sabe do que se trata. São músicas cujas letras são inspiradas nas estórias dos livros. Mas não é um álbum conceitual, ou seja todas as letras contando apenas uma estória, do começo ao fim. Acho que tratam de estórias diversas (apesar de mesmo assim estarem interligadas, como acontece nas obras do Tolkien).
Sobre o som, é um hard rock, com alguns leves toques de progressivo, resultando em algo próximo do AOR. Um som muito bonito e agradável de se ouvir, quem gosta de rock mas não tão pesado, com uma certa acessibilidade, eu recomendo, pois é muito bom.
Até mais.
Add comment Junho 29, 2009
Macbeth
Li este livro ontem, ou melhor, parte dele, já que é uma coletânea de peças, no caso o primeiro volume, dedicado às tragédias (o segundo volume contém as comédias).
Eu gostei, mas confesso que esperava mais, já que é uma das peças mais famosas do autor. A estória é boa: um general do Rei Duncan da Escócia, Macbeth, após ter um encontro com três feiticeiras, que predizem que ele será rei, decide não esperar que isso aconteça naturalmente, e apressa a oportunidade, assassinando o rei enquanto este dormia em sua casa, durante uma visita. Após isso Macbeth é acometido de um grande sentimento de culpa, que o leva a mergulhar em uma paranóia, e planeja (e executa) mais assassinatos, para tentar se manter seguro no trono usurpado.
Entre os momentos que mais gostei está o de quando ele começa a ter visões de um (suposto) inimigo que ele mandou matar o assombrando, durante um jantar, e também quando a floresta “se move” em direção ao seu castelo, para atacá-lo.
Apenas não gostei muito do ritmo no qual a estória transcorre, um pouco rápido demais e afobado, na minha opinião. Mesmo assim recomendo a leitura, é uma ótima opção para quem quiser ler uma estória sobre como o sentimento de culpa pode corromper alguém.
Até mais.
3 comments Maio 21, 2009
Sobras de ouro
Terminei de ler este livro, Contos Inacabados, de J. R. R. Tolkien. Como o título já denuncia, trata-se de uma obra que reúne estórias que não foram terminadas por ele.
Este livro funciona como uma espécie de complemento às estórias dos livros “oficiais”, O Silmarillion, O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Nestes livros citados existem, dentro das estórias principais e que são descritas com mais detalhes, acontecimentos que são apenas mencionados de leve, sem se aprofundarem. Pois no Contos Inacabados eles são contados com mais precisão, na íntegra. Isso é muito bom, pois ajuda a elucidar as dúvidas que por vezes surgem quando lemos, do tipo “mas onde estava tal sujeito enquanto isso?”, ou “mas como isso aconteceu, exatamente?”.
Apesar desse atrativo, é um livro cuja leitura é recomendada apenas a aqueles mais aficcionados pelo universo da Terra-média, e que querem sempre saber mais, porque as estórias contidas nele não seguem uma sequência rígida, são bem espaçadas entre si, e também várias vezes são interrompidas para que se haja os comentários do autor e do editor, e isso pode causar uma diminuição no ânimo dos que estejam lendo.
Para mim o livro serviu (não que eu precisasse) como m ais uma prova da genialidade de Tolkien, pois sua criatividade e imaginação eram tão grandes que ele estava sempre escrevendo algo mais sobre esse mundo tão rico que criou, sempre com a qualidade que o fez famoso.
Até mais.
Add comment Maio 20, 2009
Medium
Descobri este seriado de TV a pouco tempo, no ano passado. E gostei
Nele uma dona-de-casa, casada e mãe de três filhas, descobre ter poderes sensitivos, e através deles ajuda a promotoria a desvendar crimes e a prender os criminosos. Uma coisa que gostei sobre a personagem principal (vivida pela atriz Patricia Arquette) é que parece não existir uma fórmula definida pela qual ela recebe as informações dos mortos. É verdade que o expediente mais usado na série são os sonhos, mas ela também obtém pistas e dicas de outras maneiras, seja vendo e conversando com os espíritos dos falecidos, ou lendo as mentes das pessoas. Essa imprevisibilidade torna as estórias muito empolgantes, pois ao assistirmos não sabemos quando ela vai ter alguma visão, já que nem mesmo ela sabe.
Como curiosidade, vale a pena citar que o seriado é inspirado na vida de uma real médium, chamada assim como a personagem Allison Dubois, que inclusive participa do programa servindo como consultora.
Abaixo coloco a abertura da série, que gostei muito.
2 comments Maio 15, 2009
Sleipnir
Segundo a mitologia nórdica, a parede que cercava Asgard foi destruída durante uma batalha entre os Vanir e os Aesir, deixando a defesa dos deuses vulnerável aos ataques dos gigantes.
Um dia um construtor chamado Blast foi a Asgard e ofereceu reconstruir a parede em troca de a deusa Freya consentir em tornar sua esposa, e pediu também o sol e a lua como pagamento.Os deuses queriam a parede reconstruída, mas os termos pedidos pelo gigante eram absurdos. No entanto, o deus Loki propôs uma maneira de atrasar o gigante e de conseguir alguma parte da parede reconstruída. Os deuses então aceitaram as exigências do gigante , na condição de que o gigante só receberia seus pedidos caso acabasse a obra em três estações.

O gigante aceitou o trato sendo que ele levaria seu cavalo, Svadilfari, na construção da parede. O trabalho sucedeu muito mais rapidamente do que os deuses esperavam e começaram a se preocupar. Odin ameaçou matar Loki caso a parede fosse terminada no prazo proposto. Loki percebeu que o cavalo do gigante carregava muito peso, e distanciar o cavalo do gigante iria atrasar no término da construção da parede. Tomando a forma de uma égua jovem, Loki enganou o cavalo por um momento e o levou para o bosque, certificando-se que permaneceria ali até o dia seguinte. Quando Svadilfari voltou, seu amo estava demasiadamente atrasado para terminar sua obra no prazo estabelecido. O construtor estava tão enojado que revelou sua forma verdadeira, a de um gigante de rocha. O deus Thor se dando conta da situação, matou o gigante em um estalo com seu martelo mágico, Mjollnir. Meses se passaram quando Loki retornou a Asgard onde deu a luz a um cavalo de oito patas, e o deu de presente a Odin pelo nome de Sleipnir. O cavalo podia voar por terra, mar e ar, era mais veloz que qualquer outro ser.
Traduzido por Bruno Dahia.
Originalmente publicada em Templo do Conhecimento (http://www.templodoconhecimento.com).
1 comment Abril 29, 2009
Natalie e sua trupe
Um dos clipes mais legais que já vi, de uma de minhas bandas favoritas fora do Metal =)
Add comment Abril 22, 2009
Os dias de pirataria chegam ao fim
Recentemente li uma notícia que me deixou muito triste: uma de minhas bandas favoritas vai encerrar sua carreira. Trata-se do Running wild, banda alemã de heavy metal, fundada e capitaneada pelo guitarrista e vocalista Rolf Kasparek, também conhecido pela alcunha de Rock n’ Rolf (acima vários momentos dele ao vivo com a banda).
É uma grande perda para o cenário do heavy metal, pois a banda é um sinônimo de qualidade, honestidade e até de regularidade, já que durante sua extensa discografia (13 álbuns de estúdio e 2 ao vivo) jamais lançou um álbum ruim (opinião compartilhada por praticamente todos os fãs). Além da parte musical, um heavy/speed muito habilidoso e bem tocado, a banda inovou na parte lírica, falando de piratas, criando assim um estilo muito original. Estilo este que resultou na obra-prima “Treasure Island”, um épico de mais de 11 mintuos, presente no álbum Pile of Skulls, de 1992.
O líder e dono da banda Rolf disse que chegou à esta decisão por considerar o trabalho com a banda completado, e que crê ser a hora de partir em novos vôos. Apesar como a maioria dos fãs eu não concordar, respeito sua decisão, afinal foram 30 anos de amor e dedicação à música pesada, sentimentos estes que foram retribuídos pela enorme legião de fãs ao redor do mundo, devido às grandes obras realizadas no decorres dessas três décadas.
O último show da banda será no próximo dia 30 de Julho, no festival Wacken Open Air, na Alemanha, e será registrado para depois ser lançado em CD e DVD. Com certeza será um grande espetáculo, de encher de lágrimas os olhos de todos os que assistirem, seja in loco ou não.
A mim só me resta dizer “muito obrigado” ao senhor Kasparek, por todos os momentos de extrema alegria e prazer que ele me proporcionou e ainda proporciona ao ouvir suas canções. E dizer-lhe que seu nome, junto com o do Running wild, está gravado a ferro e fogo na História do heavy metal, por toda a eternidade.
Add comment Abril 22, 2009
Aviso
Vi este poema em um site e me identifiquei com ele, pois ele retrata o momento pelo qual estou passando na minha vida, parece até que foi escrito para mim:
Antes que Seja Tarde
Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.
(Manuel da Fonseca)
2 comments Março 30, 2009
O retorno dos Templários do Metal
Vazou o álbum novo da banda sueca de heavy metal Hammerfall, chamado No Sacrifice, No Victory. Na verdade quase não dá pra chamar de vazamento, já que a data oficial do lançamento é daqui a dois dias, e por isso ele estar disponível uma semana antes é pouca coisa, nesses tempos de internet.
Esse álbum era esperado com muita ansiedade pelos fãs, já que é o primeiro depois da mudança de dois membros na formação, Magnus Rosén e Stefan Elmgren, baixista e guitarrista, que foram substituídos respectivamente por Fredrik Larsson (que já esteve na banda na época de seu início) e Pontus Norgren. E pode-se dizer que ambos cumpriram bem suas funções, a banda está bem reforçada e pronta pra continuar sua trajetória.
Sobre o álbum em si, eu gostei, apesar de achar não tão bom quanto o anterior. Mas ele tem boas músicas, e é bom tentar algo diferente de vez em quando, desde que não muito, pra não descaracterizar o som da banda e desapontar os fãs.
Então, pra quem quer ouvir um heavy metal direto, com canções baseadas em guitarras, e com refrões “grudentos” e empolgantes, a banda continua sendo uma ótima opção.
Até mais.
Add comment Fevereiro 18, 2009